Água branca, erroneamente confundida com a ação do cloro, é um fenômeno natural resultado da pressão adequada do sistema de abastecimento e não compromete a qualidade da água dos municípios
Muitas vezes, a água que sai das torneiras nos municípios se apresenta esbranquiçada, reproduzindo o efeito conhecido como “água branca”, o que leva os consumidores a pensar que se trata de uma dosagem excessiva de cloro, o que não é realidade .Embora a aplicação do cloro na água é feita de forma controlada para garantir a sua potabilidade, não é ele o responsável pelo fenômeno da “água branca”, e essa característica não representa nenhum risco à qualidade da água e nem à saúde da população.
A Saneaqua, responsável pelo fornecimento de água de Mairinque, esclarece que este efeito esbranquiçado, que ocorre em diversos municípios, é um fenômeno natural, causado pela pressão da água na tubulação, que provoca o turbilhonamento hidráulico e o aparecimento de microbolhas no instante da abertura da torneira. Passados alguns segundos, essas microbolhas se desfazem e a água volta a adquirir sua aparência incolor.
A qualidade da água em Mairinque, é garantida pela Saneaqua ao atender a todos os parâmetros exigidos pelo Ministério da Saúde, que estão descritos na Portaria 2.914, de 14/12/2011. Ela dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Ainda segundo a Portaria do Ministério da Saúde, é obrigatória a manutenção de cloro residual livre em toda a extensão do sistema de distribuição, podendo variar entre 0,2 a 2,0 miligramas por litro (mg/l).
A concessionária informa que a dosagem do cloro na água do Município é de 1,5 mg/l, ao sair da Estação de Tratamento e, varia de 1,2 à 0,8 mg/l, ao chegar na casa dos consumidores, o que representa uma concentração de cloro adequada para garantir a potabilidade e, logo, podendo ser consumida normalmente. Para se certificar da quantidade adequada de cloro fornecida em Mairinque, a Saneaqua chega a realizar quase o dobro da quantidade dos testes exigidos pelo Ministério da Saúde. “Somente na Estação de Tratamento, realizamos testes a cada hora, 24 horas por dia, todos os dias do mês, totalizando 720 análises. . Ao mesmo tempo, também executamos 96 aferições de controle na rede, bem acima das 54 determinadas pelo poder público”, explica Claudinei Paiva, responsável pela área de Produção de Água da Saneaqua. “Os resultados dos testes laboratoriais são encaminhados mensalmente à Vigilância Sanitária”, acrescenta.
A população de Mairinque pode conferir o trabalho da Saneaqua que assegura a qualidade da água do Município. Para tanto, a concessionária disponibiliza o programa “Portas Abertas” que recebe, na Estação de Tratamento de Água, a visita de escolas e entidades que querem conhecer o sistema de tratamento, além de promover palestras sobre “Lixo no esgoto”, “Saneamento Básico” e Funcionamento de Estação de Tratamento de Água. Tanto as visitas quanto as palestras precisam ser agendadas com antecedência pelo telefone 4246-0015.
Ao mesmo tempo, o morador de Mairinque que notar diferenças na qualidade da água e fizer o comunicado pelo , receberá o atendimento da Saneaqua em sua residência. “Com a visita, um técnico da Saneaqua realiza na hora o teste da qualidade da água na casa do consumidor a partir do cavalete da residência”, adianta Paiva. “Paralelo à isso, recomendamos a limpeza e desinfecção regular das caixas d’água nas residências, para que seja mantida a qualidade da água armazenada. ”, alerta.
Por: Assessoria






1 comentários:
As Companhias de Saneamento Básico estão atribuindo o efeito da "água branca" a um fenômeno natural, causado pela pressão da água na tubulação, que provoca o turbilhonamento hidráulico e o aparecimento de microbolhas no instante da abertura da torneira e essa característica não representa nenhum risco à qualidade da água e nem à saúde da população.
Analisando melhor os fatos apresentados, fica possível perceber que esta afirmação é no mínimo contraditória. Se foi divulgado na imprensa que a pressão da água tinha sido diminuída nas tubulações, como as 'micro bolhas' poderiam ter sido causadas pelo aumento da pressão da água na tubulação. O turbilhonamento hidráulico nunca poderia ser usado como argumento, sendo que visivelmente não há uma maior pressão da água na tubulação.
Se observarmos casos similares como uma mangueira com bocal de pressão ou uma lavadora de alta pressão (Karcher, Wap, Jacto Clean, Lavor) a água não produz micro bolhas e nem sai esbranquiçada, sendo que a pressão é bem maior do que a das torneiras.
Conforme orientação dada a população, passados alguns segundos, essas micro bolhas se desfazem e a água volta a adquirir sua aparência incolor, porém se considerarmos esta informação, a 'água branca' não deveria sair das torneiras sendo que o tempo que permanece na própria tubulação já deveria ser o suficiente para perder a pressão.
Conforme artigo encontrado na internet, estas "micro bolhas" que transformaram o branco leitoso, que são produzidas artificialmente na água e possuem apenas 50 mícrons (1/20 de milímetro) de diâmetro.
https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.ritsumei.ac.jp/eng/html/research/areas/feat-projects/article/%3Farticle_ID%3D25&prev=search
Na inspeção mais próxima pode-se notar que a nebulosidade da água é, na verdade, criada a partir das bolhas extremamente finas que Professor Yoshioka Shuya chama de "micro bolhas" e usa para purificar a água de drenagem e lama. "Este processo não vai mudar de esgoto à água potável, mas vai purificá-la a um nível onde é seguro para ser descarregada.
Na realidade estas micro bolhas são uma tentativa de purificar a água de lama com microorganismos, matéria orgânica potencialmente prejudiciais, tais como corpos de animais, etc. e uma forma de ocultar a contaminação da água que provavelmente é imprópria para o consumo humano. Em outros casos já foi comprovado que a SABESP omite a verdade e promove a desinformação na população.
A água é um bem comum e necessário para a vida. A qualidade da água de consumo humano é imprescindível. A Portaria 2.914 do Ministério da Saúde de 12 de Dez/2011, como ela mesma descreve, “Dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade”.
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